90 páginas - a partir de R$ 6,99
O censo investigativo de Heron Robledo, depois de ter escrito e traduzido diversas obras religiosas — entre elas A Nova Vulgata, A Igreja Primitiva, Evangelhos Proibidos de Jesus e Maria e A História do Papado — nos conduz agora a um minucioso estudo sobre o espaço ocupado pela Eucaristia na liturgia católica e suas implicações para uma evangelização “pura”, desprovida de adornos, dogmas e repetições vazias.
Em A Invenção da Liturgia Católica – Os rituais que Jesus nunca ensinou, Robledo revisita sua própria vivência. É contemporâneo da Igreja anterior ao Concílio Vaticano II, quando os ritos ainda eram envoltos por um sentido de mistério e solenidade. Serviu como coroinha, observou de perto os símbolos, os gestos, as palavras. Mas, com o tempo — e principalmente com o olhar crítico e investigativo de um adulto que jamais abandonou sua fé — passou a perceber que muita coisa naquilo tudo não vinha de Jesus.
O livro parte de uma constatação incômoda, mas honesta: Jesus nunca celebrou uma missa. Nunca instruiu seus discípulos a usar vestes litúrgicas, a tocar sinos na hora da consagração, a entrar em procissão, ou a se ajoelhar diante de uma hóstia. O que Ele ensinou era uma fé simples, vivencial e livre — uma comunhão feita de pão, palavra e presença.
A partir daí, o autor desmonta, capítulo por capítulo, a engrenagem litúrgica da tradição católica: altares, incenso, velas, procissões, genuflexões, ritos, missas tridentinas e até o conceito do “Santíssimo Sacramento”. Heron Robledo investiga como cada um desses elementos foi incorporado à prática cristã por influências externas — do paganismo romano ao legalismo judaico — afastando o povo do Evangelho e aproximando-o de um espetáculo religioso cuidadosamente coreografado.
Este não é um livro de rebeldia. É um chamado à lucidez.
Com base em fontes históricas e teológicas, e num estilo direto e acessível, A Invenção da Liturgia Católica propõe uma pergunta crucial para todos os cristãos: o que restaria da sua fé se todos os rituais fossem retirados?
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Leitura imediata no Brasil
R$ 6,99 na amazon.com.brIntrodução – O que Jesus não fez.
Uma investigação honesta sobre a fé que herdamos e os rituais que inventamos.
Cristo não mandou acender velas.
Não instruiu ninguém a usar vestes especiais.
Nunca falou em incenso, procissão, genuflexão ou latim.
Não pediu que construíssemos altares, templos ou catedrais.
Nunca mencionou o conceito de “missa”.
Cristo partiu o pão.
E ensinou que a verdadeira adoração não aconteceria nem no monte dos samaritanos, nem no templo de Jerusalém, mas em espírito e em verdade. Foi direto, claro e radical. E os apóstolos entenderam. Por um tempo, ao menos.
Ao ler os quatro Evangelhos com atenção, o que impressiona é justamente a ausência de formalismos.
As orações são espontâneas. As refeições, informais. Os encontros, improvisados.
Jesus ensina em montanhas, à beira de lagos, dentro de casas, ou no meio do povo — sem necessidade de coro, coral, sinos ou incenso. Tudo que fez foi simples, direto e essencial.
Mesmo a chamada “Última Ceia” — usada como base para o ritual da missa — é um jantar entre amigos. Um pão dividido, um cálice compartilhado, uma conversa íntima. Nada que se pareça com o aparato teatral que surgiria séculos depois: altares de mármore, cálices dourados, genuflexão cronometrada, sinos tilintando ao sinal de um gesto sagrado.
O cristianismo nasceu como uma fé viva, compartilhada, comunitária e despojada. Era praticado em casas, praças, estradas. Sem sacerdotes, sem estrutura fixa, sem liturgia formal. Uma fé que não dependia de objetos ou fórmulas. Apenas da presença de Cristo e da comunhão entre irmãos.
Mas o tempo passou. E o que começou como caminho se transformou em instituição. O que era comunhão virou culto.
O que era simplicidade virou aparato.
E o que era fé virou sistema.
A liturgia católica, tal como a conhecemos hoje, não nasceu com Cristo. Foi sendo montada, peça por peça, ao longo dos séculos. Influenciada por tradições pagãs, adaptações políticas, exigências imperiais e até superstições populares. O resultado é um sistema complexo, cheio de símbolos, ritos, normas e coreografias — muitas vezes mais voltado à forma do que à fé.
Este livro investiga como isso aconteceu. Sem medo. Sem censura. Sem bajulação.
Vamos examinar como elementos do paganismo romano, da religiosidade judaica, da teatralidade imperial e das conveniências políticas foram se infiltrando na prática cristã até que o culto original se tornasse irreconhecível.
Falaremos sobre a missa, o sacerdócio romano, os ritos litúrgicos, o uso do incenso e das velas, as procissões, o culto ao Santíssimo Sacramento, a transformação da ceia em sacrifício, a Reforma que não reformou, e até o que se tornou o negócio da fé — uma indústria bilionária disfarçada de espiritualidade.
Não será um passeio confortável. Mas será libertador.
Este não é um livro contra a fé. É a favor da fé sem maquiagem. Uma fé que se levanta do meio dos escombros litúrgicos e volta à sua fonte: o carpinteiro de Nazaré, que não fundou rituais, mas vidas transformadas.
Se você é capaz de separar Cristo da caricatura que fizeram dele, bem-vindo. Esta leitura é para você.
Cristo nunca pediu incenso. Pediu verdade.